
Ativista protocola representação no Ministério Público e pede apuração sobre campanha do prefeito de Votorantim
O ativista e morador de Votorantim Douglas Oliveira protocolou junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) uma representação formal. Solicitando então, a apuração de indícios que, segundo ele, podem relacionar a campanha eleitoral do prefeito Weber Manga a possíveis irregularidades financeiras investigadas pela Polícia Federal.
A iniciativa ocorre em um contexto de atenção ampliada sobre a gestão pública na região, especialmente após o avanço de investigações federais. Essas, envolvendo contratos públicos em Sorocaba, município administrado por Rodrigo Manga, irmão do prefeito de Votorantim. As apurações em curso têm provocado reflexos políticos e institucionais em cidades vizinhas. Ampliando assim, o debate sobre transparência, fiscalização e controle do uso de recursos públicos.
Indícios citados na representação
Na representação apresentada ao Ministério Público, Douglas Oliveira menciona documentos e registros apreendidos pela Polícia Federal. Atualmente sob análise, que fariam referência a mecanismos de controle financeiro paralelos.
Entre os materiais citados constariam anotações com expressões como “com nota” e “sem nota”, termos associados, em investigações, à diferenciação entre valores formalmente contabilizados e recursos informais.
De acordo com o teor da representação, o nome do prefeito de Votorantim é citado nesse material, motivando o pedido de aprofundamento das apurações sobre eventual ligação com a campanha eleitoral.
Até o momento, não há decisão judicial ou manifestação oficial que confirme indiciamento ou denúncia formal contra o prefeito, e as investigações seguem em fase de análise.
Douglas sustenta que, se confirmados, os fatos podem caracterizar captação ilícita de recursos eleitorais, lavagem de dinheiro, corrupção e improbidade administrativa.
Ele também destaca que o prefeito já responde a outra investigação no Ministério Público, relacionada a um contrato de alto valor para fornecimento de uniformes escolares.
Em entrevista ao portal Collorau, Douglas Oliveira afirmou que o caso se diferencia de outras denúncias pelo conjunto de indícios e pelo contexto regional das investigações.
Segundo ele, esses elementos justificariam uma atuação mais rigorosa dos órgãos de controle, diante da possibilidade de interferência na produção de provas.
Ao tratar dos documentos analisados pela Polícia Federal, o ativista afirmou que menções a campanhas eleitorais exigem verificação técnica aprofundada.
Ele ressaltou que essa análise cabe exclusivamente às autoridades competentes responsáveis pela apuração.
Sobre os próximos passos, caso o Ministério Público decida não afastar o prefeito neste primeiro momento, Douglas afirmou:
“Caso o afastamento não seja determinado de imediato, continuarei adotando todos os meios legais e institucionais disponíveis para garantir que as investigações avancem com independência e transparência. Isso inclui o acompanhamento formal do procedimento junto ao Ministério Público, o encaminhamento de novos documentos e informações que venham a surgir, e a provocação de outros órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e, se necessário, instâncias superiores do próprio Ministério Público.”
Ele acrescentou que pretende manter a sociedade informada sobre o andamento do caso:
“A fiscalização do poder público também é um dever da cidadania. O meu compromisso é com a verdade, com a legalidade e com o interesse da população de Votorantim, e não com disputas políticas ou ataques pessoais.”
Próximos encaminhamentos
A representação foi protocolada e aguarda distribuição para a Promotoria responsável pelo Patrimônio Público e Social. Esse, deverá avaliar os pedidos apresentados e decidir sobre a abertura de procedimentos, diligências e eventuais medidas cautelares.
Até o momento, não há decisão sobre afastamento, e o caso segue em fase inicial de análise pelos órgãos competentes. O portal Collorau acompanha os desdobramentos e seguirá atualizando a população conforme novas informações oficiais forem divulgadas.
A Prefeitura de Votorantim foi procurada pelo Collorau para se manifestar sobre o assunto, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.
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