
Jovens suspeitos de matar cão Orelha já haviam tentado afogar outro cachorro em Florianópolis
As investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha revelaram novos e graves detalhes. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, os adolescentes suspeitos de agredir o animal até a morte já teriam tentado matar outro cachorro dias antes, também na capital catarinense. Além disso, o novo episódio reforça a gravidade do caso e, consequentemente, amplia o alcance das apurações, que seguem sendo acompanhadas por veículos como o portal Collorau.
Tentativa anterior ocorreu na Praia Brava
De acordo com a Polícia Civil, os mesmos jovens teriam tentado afogar um cachorro comunitário conhecido como Caramelo no início deste mês. O crime aconteceu na Praia Brava, em Florianópolis, local onde Orelha também vivia. Na ocasião, os adolescentes levaram o animal até o mar e tentaram afogá-lo. Ainda assim, o cachorro conseguiu escapar e, por isso, sobreviveu.
As agressões contra Caramelo foram registradas por câmeras de monitoramento da região. Posteriormente, o animal foi localizado em bom estado de saúde. Logo depois, acabou sendo adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, que está à frente das investigações envolvendo a morte de Orelha. Dessa forma, o caso ganhou ainda mais visibilidade e repercussão em todo o estado.
Delegado-geral comenta o caso nas redes sociais
Após a confirmação da tentativa de afogamento, Ulisses Gabriel se manifestou publicamente. Em uma publicação nas redes sociais, ele destacou que Caramelo sobreviveu às agressões e agora está em segurança. Além disso, fez um paralelo com outro cão anteriormente adotado por ele, reforçando a importância do acolhimento e da responsabilização em casos de maus-tratos.
Segundo o delegado-geral, o caso evidencia um padrão de comportamento violento que está sendo cuidadosamente analisado pelas autoridades. Assim, as investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes e, sobretudo, responsabilizar os envolvidos conforme prevê a legislação brasileira, como a Lei de Crimes Ambientais, disponível no site do Planalto.
Orelha morreu após agressões violentas
Orelha tinha cerca de 10 anos e era um cão comunitário bastante conhecido na região da Praia Brava. Neste mês, ele foi encontrado gravemente ferido, agonizando, após sofrer agressões severas. Mesmo com atendimento veterinário, o animal não resistiu aos ferimentos e, infelizmente, morreu durante um procedimento de eutanásia, realizado para interromper o sofrimento.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso no dia 16 de janeiro. Desde então, as investigações identificaram ao menos quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal com extrema violência. Parte das agressões, segundo a polícia, se concentrou na cabeça do cão e, dessa maneira, agravou rapidamente o quadro clínico, fato que gerou comoção e revolta popular.
Polícia abre dois inquéritos
Além do inquérito que apura a morte de Orelha, a Polícia Civil abriu uma segunda investigação por crime de coação. Conforme os investigadores, familiares dos adolescentes estariam intimidando pessoas que testemunharam o caso. Por esse motivo, três adultos foram indiciados e, até o momento, seguem respondendo ao processo.
Na última segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Durante a ação, celulares e notebooks foram apreendidos. No entanto, ninguém foi preso até agora, o que, ainda assim, não interrompe as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Suspeitos viajaram ao exterior
Dois dos adolescentes apontados como envolvidos nas agressões estão em viagem para os Estados Unidos. Segundo Ulisses Gabriel, o deslocamento já estava programado antes do avanço das investigações. Ainda assim, eles devem retornar ao Brasil na próxima semana e, portanto, continuam sendo acompanhados pelas autoridades.
Caso gera comoção e reforça debate sobre maus-tratos
O caso de Orelha gerou forte comoção em Florianópolis e, além disso, reacendeu o debate sobre crimes de maus-tratos contra animais. Ao mesmo tempo, a repetição das tentativas de violência levanta preocupações sobre a prevenção desse tipo de crime e, por fim, sobre a responsabilização dos envolvidos, tema recorrente em reportagens do Collorau.
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