ATP anuncia mudanças no calendário do tênis masculino a partir de 2026

ATP reduz torneios obrigatórios para os melhores tenistas imagem collorau

A ATP, entidade que comanda o tênis profissional masculino, anunciou nesta quinta-feira (8) mudanças importantes no calendário oficial do circuito. De maneira geral, a decisão responde às críticas frequentes de jogadores sobre o excesso de torneios ao longo da temporada e o impacto físico causado pelo ritmo intenso de competições. Ao mesmo tempo, a entidade busca manter o alto nível técnico das disputas mais relevantes do mundo, seguindo padrões internacionais do esporte.

Com as novas regras, a ATP pretende, nesse sentido, tornar o circuito mais sustentável e equilibrado. Dessa forma, a organização tenta conciliar desempenho esportivo, saúde dos atletas e interesses comerciais, conforme detalhado no comunicado oficial disponível no site da ATP Tour.

Menos torneios obrigatórios para os principais jogadores

A partir da temporada de 2026, os 30 tenistas mais bem colocados no ranking da ATP ao final do ano anterior terão uma exigência menor de participação em torneios da categoria ATP 500. Antes, era obrigatório disputar cinco eventos desse nível. Agora, por esse motivo, o mínimo passa a ser quatro torneios por temporada.

Essa mudança representa, consequentemente, um avanço na flexibilização do calendário. Ainda assim, a ATP mantém critérios rígidos para garantir competitividade, alinhados às diretrizes internacionais do tênis profissional, amplamente discutidas por veículos especializados como a BBC Sport e a ESPN.

Proteção de pontos em casos de nascimento ou adoção de filhos

Outra alteração relevante diz respeito à proteção de pontos no ranking. A partir de agora, jogadores que precisarem se retirar de torneios Masters 1000 ou ATP 500 por motivo de nascimento ou adoção de um filho não perderão os pontos conquistados até o momento da desistência. Sob esse aspecto, a medida acompanha uma tendência global de maior atenção ao bem-estar dos atletas.

Com isso, a ATP sinaliza, em contrapartida, uma postura mais alinhada às questões familiares e pessoais dos jogadores. A longo prazo, essa decisão pode contribuir para um ambiente esportivo mais humano, tema recorrente em análises publicadas por portais como a ITF.

Masters 1000 e ATP Finals seguem obrigatórios

Apesar da flexibilização em alguns pontos, a participação nos torneios Masters 1000 continua obrigatória para os tenistas mais bem ranqueados. O mesmo vale para o ATP Finals, que reúne os oito melhores jogadores da temporada. Nesse cenário, essas competições seguem como pilares do circuito profissional.

Esses eventos são considerados, por outro lado, fundamentais tanto pelo nível técnico quanto pela relevância esportiva e comercial. Dessa maneira, a ATP preserva o prestígio das competições mais importantes do calendário, amplamente acompanhadas pela imprensa esportiva internacional.

Ranking passa a considerar menos torneios por temporada

Outra mudança estrutural envolve o cálculo do ranking. A partir de 2026, a pontuação de cada jogador será baseada nos resultados de 18 torneios por temporada, e não mais em 19, como ocorre atualmente. Consequentemente, os atletas terão maior liberdade para planejar sua agenda.

Essa redução reforça, ao mesmo tempo, a intenção da ATP de aliviar a carga competitiva. Ainda assim, o sistema mantém critérios claros de mérito esportivo, seguindo o modelo oficial do ranking disponível no regulamento da ATP.

Fechamento antecipado do ranking para o ATP Finals

A ATP também anunciou que o ranking que define os oito classificados para o ATP Finals será fechado uma semana antes do habitual. A definição acontecerá ao término do Masters 1000 de Paris, no dia 8 de novembro. Por esse motivo, jogadores e equipes técnicas ganham mais previsibilidade.

Essa antecipação facilita, nesse sentido, o planejamento logístico e físico dos atletas. De maneira geral, a mudança traz mais organização ao calendário final da temporada.

Expansão da arbitragem eletrônica e revisão por vídeo

No campo tecnológico, a ATP confirmou a ampliação do uso da revisão por vídeo para todos os torneios ATP 500. Além disso, a partir de 2027, essa tecnologia também estará presente nos torneios ATP 250. Dessa forma, o circuito amplia o uso de ferramentas modernas para apoiar a arbitragem.

A arbitragem eletrônica de linha continuará sendo utilizada em todos os torneios. Em contrapartida, alguns jogadores seguem questionando sua confiabilidade, especialmente em quadras de saibro, discussão recorrente em análises técnicas da Tennis.com.

Por que essas mudanças são importantes?

Essas decisões mostram que a ATP reconhece, sob esse aspecto, a necessidade de modernizar o circuito. A longo prazo, a flexibilização pode contribuir para carreiras mais duráveis e menos afetadas por lesões.

Ao oferecer mais equilíbrio, a entidade tenta, consequentemente, preservar a saúde física e mental dos atletas sem comprometer o espetáculo esportivo, tema que você também encontra em outras matérias do Portal Collorau.


FAQ – Principais dúvidas sobre as mudanças da ATP

Quando as novas regras entram em vigor?

As mudanças passam a valer a partir da temporada de 2026.

Quantos torneios ATP 500 serão obrigatórios?

Os 30 melhores do ranking precisarão disputar, no mínimo, quatro torneios ATP 500.

O que acontece se um jogador se retirar por nascimento ou adoção de filho?

Ele não perde os pontos conquistados até o momento da retirada.

O ATP Finals continua obrigatório?

Sim. A participação segue obrigatória para os jogadores classificados entre os oito melhores da temporada.

Share this content:

Publicar comentário

Se Perdeu, Veja Agora

Logo Collorau